Budapeste, nascida da fusão de Buda e Óbuda na margem esquerda do Danubio e Peste na margem direita, capital da Hungria.

Após a visita a Praga, ficou por fazer, Viena e Budapeste, sendo que esta ultima sempre me intrigou mais, a minha mulher decidiu este ano presentear-me no Natal com uma viagem a dois para essa belissima cidade.

Datas: 11 de Janeiro a 14 de Janeiro de 2008, Temperaturas :minimas -3, máximas 3.

Tendo em conta que dispunhamos da tarde de sexta-feira, Sábado, Domingo e manhã de segunda-feira deixo-vos aqui o meu itinerário bem como alguns conselhos.

Dia 1 ( Sexta-feira, 11 de Janeiro), 13H00: Aeroporto Ferihegy ( Budapeste )

Como já vem sido hábito, o caminho do aeroporto para o hotel é feito em transportes publicos ( digamos que é para sentir o “choque” com a lingua e as pessoas)-, na papelaria adquiro bilhetes para o autocarro nº 200 (BUS 200) destino Köbánya-Kispest (estação de metro mais proxima do Aeroporto),o Sr. Informa-me que com esse bilhete posso apanhar tambem o metro para o centro. Com uma temperatura próxima dos 0º dirigimonos para o exterior do aeroporto em direcção ao famoso BUS200, aguardando pacientemente na sua paragem pela nossa entrada.

A viagem até Köbánya-Kispest demora aproximadamente 20 minutos, ai encontramos uma estação de Metro onde sem duvidas, procuramos a linha azul pretendida, a  M3 ( felizmente era a unica ). Sentir o pulso de uma cidade numa estação de metro na periferia diz nos tudo, um pouco de adrenalina corre nas veias, pensamos que se alguma coisa suceder, ninguem nos vai entender, no entanto ninguem nos observa nem tão pouco repara nas malas que deslizam sobre o gelo puxados por dois portugueses de gorro e cachecol.

Nas carruagens antigas ( talvez meados do século passado) acomodamo-nos em bancos corridos e tentamos perceber quantas paragens serão até Ferenciek Ter ( Largo Ferenciek ), avançando em direcção ao interior de Peste, o M3 vai passando por diversos apeadeiros que vão sendo anunciados em sons que nada nos dizem, acabamos por ser obrigados a tentar ler nas diferentes paragens os diferentes nomes, finalmente conseguimos chegar ao nosso destino sem antes vermos crianças ( 8 a 12 anos) a entrarem e sairem alegremente da nossa carruagem, denotando e tranquilizando estes invasores ibéricos na segurança dos transportes.

Os transporte publicos em Budapeste são bastante economicos (1,50€ Aeroporto – Centro da Cidade ), podendo comprar bilhetes em papelarias ou no caso do metro tanto em quiosques da companhia ou maquinas automáticas, não existe forma de adquirir o papelinho mágico no interior do autocarro, metro, electrico ou comboio.

 A linha M3 leva-nos até a baixa de Peste, sendo possivel apartir daí fazer ligação com todas as outra linhas na estação de Deak Ter.

A Obliteração do bilhete é feita por nós proprios nas maquinas indicadas, não convem entrar sem bilhete ou com bilhete não obliterado, pois estaremos sujeitos a uma coima.

Finalmente, estamos em Budapeste ( mais concretamente Peste ), o destino pretendido é uma das ruas mais conhecidas da cidade, Vaci Utca ( Rua Vaci, que se lê Váçi Utça) , de Ferenciek ter até Vaci Utca são 2 minutos a pé, são 14H00 e estamos em frente ao hotel Mercure City Center.

Após Check-in e deixarmos as malas no quarto, dirigimo-nos ao exterior para saudar o Danubio e dar-lhe conhecimento da nossa presença, a vista para Buda é mágnifica ( ainda tenho duvidas se gosto mais de Buda vista de Peste se de Peste vista de Buda, mas penso que prefiro a primeira), ao longo do rio percorremos a Belgrad Rakpart, marginal do lado de Peste vendo Buda em todo o seu explendor de Monumentos, Palacios, Igrejas e …neve.

Buda vista de Peste

 

 

Nas proximidades de Széchenyi Lanchid famosa Ponte das Correntes, práticamente destruida na primeira e segunda grande guerra pelos aliados, vislumbramos a cupula de Szent Istán Bazilika ( Basilica de S. Estevão), passamos pelo Gresham Palota ( Palacio de Gresham) actualmente Hotel da cadeia Four Seasons no Roosevelt Ter mesmo em frente á ponte das correntes.

Basilica Szent Izteván

 

 

Do Roosevelt Ter até ao Parlamento é um saltinho, no entanto são 16H30 e já escurece, digamos que o sol já se pôs por tras do Monte Gellert, e daqui até anoitecer não será mais que uma hora. O primeiro impacto ao vermos o Parlamento (Orszagház) é incrivel, um edificio em tudo fabuloso, na sua arqutectura e imponencia, surpreende qualquer um de qualquer ponto do mundo, sendo talvez só comparável ao Parlamento Inglês, no qual se diz que foi inspirado.

Orszaghaz - Parlamento Hungaro

 

 

Aqui é de tirar fotos de todos os angulos e distancias possiveis.

 Como não vimos o Lisboa – Dakar , pelo menos tivemos a sorte de estar presente no ultimo dia de apresentação antes da partida do Budapest-Bamako (the great african run) que arrancava no dia 12, sendo que este tambem passa por Marrocos, Sahara, Mauritania e termina no Bali (Bamako), mas feito para pilotos com menos posses e menos patrocinios ( quem sabe uma ideia para todos aqueles pilotos que pretendiam uma prova agressiva mas não necessitavam de enterrar todas as suas poupanças para participarem).

Na Kossuth Ter, onde se encontravam todos os veiculos frente ao parlamento temos tambem o Neprazi Muzeum ( Museu etnográfico), no edificio que antes albergava o antigo palacio da Justiça. A noite tinha caido, eram 17H30, o regresso foi feito atravessando Szabadság Ter, largo onde se encontra o Banco Nacional e o edificio da televisão, mas já voltarei aqui numa próxima oportunidade (ver domingo).

 De regresso ás proximidades da Basilica Szent István decidimos entrar, a iluminação estudada de todas as peças torna a beleza interior desta basilica talvez ainda mais imponente doque durante o dia ao salitentar todas as suas peças.

Saidos da Basilica decidimos telefonar ao nosso amigo James para lhe dizer que já estávamos em Budapeste e quando quisesses teriamos todo o prazer em tomar um café ou jantar. Prontamente, nos convidou para jantar agendando para as 21h00 e que nos iria buscar ao hotel 15 minutos antes.

 Tinhamos nada mais nada menos que 3 horas sem luz e sem nada para fazer, decidimos ir para zonas mais iluminadas e proximas do hotel acabando por chegar a Vaci Utca descemos a rua e decidimos sentar num Caffé Anna, no inicio da rua para um Capuchino e uma Club Sandwish ( módica quantia de 20 € ). Sim!!! Aqui percebi o que o James me queria dizer sobre não comprar nada nesta rua, era tudo para turistas e super inflacionada… ah pois é!!!

NOTA MENTAL – Vaci Utca – Boa para passear, péssima para comprar, comer ou beber nem se quer aceitar a companhia das mulheres que se metem consigo nesta rua, elas não o acham bonito, voçê não é a ultima coca-cola do deserto, é voçê quem vai pagar lhe bebidas caras e comida num caffé que ela conheçe e o vai convencer a ir ( ah… e lembre-se, se não tiver dinheiro aceitam cartões de crédito, se chamar a policia eles vâo se rir por não ter olhado para a tabela de preços), este não é um caso de experiencia propria (estava acompanhado pela esposa), felizmente, foram relatos contados, talvez seja só mais um mito urbano, mas eu não arriscava.

No carro com o James, somos conduzidos até á Praça do Herois ( Hozok Tere), onde se encontra um monumento á revolução de 1956 com alguns dos principais reis hungaros e no alto de um pedestal o Arcanjo Gabriel, onde encontramos tambem o Szepmuveszti Muzeum ( Museu das Belas Artes) e o Mucsarnok ( Museu de Arte Contemporanea), tudo isto já em pleno parque da Cidade (Városliget ) com espaço para um Lago onde de invernos milhares de pessoas praticam patinagem e de Verão se passeia de Barco, sendo que um dos lados dá guarida a praticamente todas as aves da cidade durante o inverno dada a temperatura da água que vem das termas situadas nas proximidades.

 Dozsa Gyorgy Ut, encontramos o restaurante Paprika no numero 72,decorado em madeira, pratos rusticos a bom preço, servidos em doses qb ( aproximadamente 2500 FL por pessoa).

Terminada a degustação somos conduzidos até ao lado de Buda,atravessando a Ponte das Correntes e pela Avenida paralela ao Danubio (Varkét Rakpart) para vermos Belváros bairro onde se encontra o Parlamento, iluminado em todo o seu explendor, mas desta feita com o Rio pelo meio.

Subindo Gellerthegy ( Monte Gellert, nome do padroeiro da cidade, matirizado neste mesmo local aquando da morte de István I, pelos pagãos que o atiraram do alto da colina), chegamos ao topo onde se encontra a estátua da Liberdade ( Szabsg-szobor) avistada de muito longe e de praticamente toda a cidade, virada a Oeste com dois apolos ao lado representando o Progresso e a luta contra o mal , daqui a vista é extraordinária, Peste  iluminada, a ponte das correntes, basilica de S. Estevão, tudo se vê do alto desta colina.

Não posso deixar de referir que as temperaturas encontravam-se negativas e o acesso caso não tivesse sido feito de carro, não me passaria pela cabeça andar a patinar nem na colina nem nas ruas de Buda…

Como que parada no tempo está a Cidadela onde as bruxas se encontravam ( Hungria foi o primeiro pais a abulir a morte ás bruxas), encontramos um Bunker utilizado pelos Alemães, podem se ver nas paredes exteriores marcas de de balas que ali ficaram.

NOTA MENTAL – Todos os monumentos são iluminados ( até á meia noite), razão pela qual mesmo as noites são momentos óptimos para fotografar.

Sendo sexta-feira, o James levou-nos até um bar em Peste, que mais não é que Alcatraz (Nyár utca numero 1), uma reprodução da velha prisão onde não faltam as salas com grades, os duches colectivos ( não é para usar), o escritorio do director, e toda uma decoração envolta em imagens de ex presidiários, num ambiente descontraido e bem disposto com musica desde os anos 90 até aos nossos dias e bebidas a preços convidativos.

 De regresso ao Hotel por volta das duas estamos prontos para o descanso merecido dos invasores Ibéricos, ansiosos por conquistar as ruas da cidade no próximo dia que promete ser longo.