Dia 2  ( Sábado 12 de Janeiro de 08), 09H00. Vaci Utca, após demorado e reforçado pequeno almoço no hotel, descemos a rua para no final deparamos com o edificio do Mercado (Nagyvásárcsarnok), a decisão de entrar não foi de todo uma dúvida mas sim uma curiosidade, o aspecto dos legumes, vegetais e frutas é do melhor, tendo bancadas extremamente asseadas e bem arrumadas, isto no R/C. No primeiro andar encontra variadissimos vendedores onde poderá comprar os “souvenires” que desejar, desde t-shirts, fatos tipicos, pequenos presepios elaborados em casca de papoila de ópio, entre outros. Ainda no nivel superior encontra uma variedade de quiosques onde pode almoçar, ou merendar um petisco Hungaro,  não se esqueça de comer o bolo de semente de ópio (makosbeigli ) enquanto a CE não o probir, este bolo é tradicional e anterior ao cristianismo, tendo sido comido e feito durante séculos como homenagem á Deusa Lua ( A hungria é dos poucos paises onde a utilização do ópio continua a ser permitida, tanto na culinária como em artigos de artesanato). 

 Mercado

Atravessamos a Ponte da Liberdade (Szabadsag Hid) que nos conduz até ao sopé da Colina Gellert ( Gellért Hegy), tendo do seu lado direito o Hotel e piscinas Géllert, complexo desenhado entre 1912 e 1918 com termas e hotel ao melhor nivel do estilo secessão.

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No flanco sul encontra a Igreja da Gruta (Sziklakapoina) ladeada pelo mosteiro paulinista. A subida até á estátua da Liberdade ( Szabadság Szobor) é feita por estreitos carreiro nesta altura do ano cheios de gelo, o que não facilita nada num acesso já de si ingreme, mas compensa a vista ao chegar ao cume.

Igreja da Gruta

 Num extraordinário miradouro virado a sul encontra a Estátua da Liberdade brandindo uma folha de palmeira, ladeada por dois Apólos, Progresso e Luta Contra o Mal, daqui a vista é extraordinária para o lado de Peste.

Estátua da Liberdade

Seguindo para o outro lado da encosta encontramos a Citedella  construida em 1854 pelos Habsburgs após a guerra da independencia.Durante a II Guerra Mundial foi utilizada pelos Alemães posto de defesa anti-aérea de budapeste e  Bunker ( 3 niveis subterraneos) onde pode encontrar um museu de cera com soldados alemães, no exterior encontra ainda algumas anti-aéreas utilizadas durante a guerra. 

 Cidadela

NOTA MENTAL: A subida da Colina Gellért  é mais fácil pelo flanco sul ( Junto á ponte da Liberdade) de preferência depois de ter recarregado baterias no mercado com uma degostação de alguns petiscos tipicos, ou após umas relaxantes horas passadas nas piscinas do complexo Géllert nas traseiras do hotel com o mesmo nome. 

A descida é feita em direcção á Ponte das Correntes ( Erzsébet Hid) novamente por escorregadios carreiros. serpenteando por uma paisagem envolta por arvores e neve, até alcançarmos Szent Gellért Emlékmu  (Monumento a S. Gellert ( 950-1046), padroeiro de Budapeste) envolta por uma colunata, sobre a cidade e uma cascata.

 Em direcção ao Castelo passa pelo Bairro Tában onde encontra a Tabani plébániatemplom ( Igreja paroquial em estilo Barroco), um dos poucos edificios do bairro poupados ao plano de urbanização do bairro nos anos 30 do séc XX.Pode ainda passar pelo Ybl Miklós tér, largo com o nome do arquitecto da Ópera e outros edificios de Budapeste onde encontra a sua estátua entre os jardins em terraço do Castelo e o edificio que agora é ocupado por um Casino, espaços da sua autoria. 

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Já no castelo encontra tudo menos o castelo, poderá visitar o Budapesti Torteneti Muzeum ( Museu de Historia de Budapeste), Magyar Nemzeti Galéria ( Galeria Nacional Hungara) com obras deste 1839, a Matyas Kut ( Fonte de Matias, representando a jovem camponesa, Helena a Bela, a apaixonar-se pelo Rei Matias durante uma caçada, ou o Ludwig Muzeum ( Galeria de arte moderna, com 150 quadros oferecidos por um casal Alemão em 1989). 

Castelo

Após tamanha caminhada estávamos doidos por um café e uma água, descendo dai até ao Clark Adam Ter  ( local de onde parte o elevador que sobe até ao topo da colina)onde descobrimos no inicio da Fo Utca  um simpatico café de cultura pop com variadissimos quadros e fotografias de actores de cinema. 

O regresso á estrada foi feito em direcção a Budai Vigado, para depois subirmos até ao Bastião dos Pescadores (Halaszbasty). 

NOTA MENTAL : Exepto se for doido e não tiver lido esta nota,o acesso do Castelo para o Basteão do Pescadores e a Igreja de Matias não necessita de ser feita por uma volta que envolve aproximadamente mais 1,5 Km quando o podia ter feito com apróximadamente 500 metros, isto lógicamente se preferir ter uma vista agradavel de Peste ao contrario de atravesar algumas ruas que nada lhe tem para mostrar ( como nós fizemos), mas deixo essa opção ao seu critério.

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 Envolto em neve e visto de baixo a chegada ao Basteão dos Pescadores mais parece tirado de algum filme fantástico pela sua configuração e disposição de sete torreões a evocarem as tendas magiares.

 Falamos de (Halaszbasty) local do mercado de peixe medieval onde se diz que daqui os pescadores avistavam os cardumes a descerem o Danubio.

Basteão do Pescadores

Encontramos tambem aqui o Matyas Templum ( Igreja de Matias) de 1255 onde o Rei Matias fez abençoar as suas duas uniões, tendo sido recuperada para o seu explendor medieval em 1973, o interior riquissimo de paredes neogoticas, frisos multicores, baixos relevos e vitrais quase que esmagam os tesouros do santuário ( o tumulo de Bela III e duas Madonas negras, a copia das joias da coroa, entre outras). 

O Caminho para a Margit Híd (Ponte Margarida) é feito sem nada a apontar, em direção  a Margit Korut, onde encontram um gigantesco centro comercial. Descendo a Avenida, a travessia da ponte que faz ligação á Ilha que lhe dá o nome é extraordinária, permitindo a vista do Parlamento com os reflexos do rio. 

Margit

 

Relembro que era sábado, 3 da tarde, e por sujestão do nosso amigo James seria imperdivel a visita á Casa do Terror, o passeio passou a ser um pouco mais acelarado, não sabiamos se estaria aberto no dia seguinte e a que horas fecharia no sábado. 

Deixamos a Ponte Margarida sem visitar a sua ilha onde poderão encontrar das igrejas e mosteiros medievais. Uma mãe d’agua, uma fonte romena que entoa hora a hora uma ária clássica, relvados agradáveis e piscinas. 

Começamos então a subir a Szent István Korut ( Av. Santo Estevão) passando pela Estação de Comboio (Nyugati Palyaudvar) com uma arquitectura interessante e que alberga num dos seus edificios laterais um Macdonalds!!!.

 Estação

Entramos agora ne Teréz Korut  a caminho da Andrassy Ut,  a Avenida por nós pretendida. A entrada nesta avenida é feita a meio por isso falhámos o edificio da Ópera e outros locais que poderia ter sido interessante visitar, mas sem duvida a nossa bussula apontava para o outro lado ( posso vos dizer que não me arrependo). 

No nº 60 da Andrassy Ut encontramos a famigerada Casa do Terror  Terror Háza.Actualmente é um museu, mas nesta casa decorreu uma grande parte da historia trágica do séc. XX na Hungria.Localizado numa Avenida com edificios Neo-renascentistas, talvez a mais bonita da cidade com os seus palacios ( não esquecer que se encontra na mesma Av. que a Ópera) e na parte alta com o Largo do Herois, foi em 1937 alugada por Frenc Szálaci, chefe do Arrow Cross Party ( Partido da Cruz) dando o curioso nome de “Casa da Lealdade”. 

Durante a II grande guerra, a Hungria encontrou-se no meio dos Ditadores Nazis e Comunista, aleados aos Nazis, o governo colaboracionista Hungaro foi forçado a marcar  e perceguir os Judeus, acabando milhares por serem deportados para os campos Nazis. Nas caves da “Casa da Lealdade” membros do Arrow Cross torturaram e mataram centenas de pessoas. Em 1945, a Hungria acabou sob a ocupação sovietica, na chegada dos tanques uma das primeiras ordens era a ocupação do nº 60 da Andrassy Ut. O departamento da policia politica tomou o seu lugar na casa mãe da Arrow Cross, tornando-se nos Escritorios de Segurança Nacional e na Autoridade de Segurança Nacional. Liderados por um ex aprandiz de alfaiate (Gábor Péter), reduziram as pessoas a não mais que objectos, matando sem hesitação, em confissões extorquidas de interrogatórios brutais ou enviando centenas para os Gulag e outros campos de trabalhos forçados. A casa do Terror encerra toda esta historia, promenorizada, com uma combinação Multi-média elaborada e acompanhada por relatos, comunicados, salas de tortura, objectos, armas e alguns gabinetes deixados intactos, da época.  

 NOTA MENTAL : Oportunamente tentarei fazer uma abordagem mais meticulosa sobre o museu em si, visto que para um ocidental sem conhecimento da lingua, será dificil acompanhar tudo o que nos é fornecido sala a sala sem se perder aproximadamente 5 horas de visita e leitura.  a Terror Haza está aberta de Terça a Sexta das 10:00 ás 18:00e Sábados e domingos das 10:00 ás 19:30, por isso não valia apena correr mas é imperdivel a hitoria que nos conta. ( Entrada 1500 Florins), bem se pode deixar para o final do dia, contem com apróximadamente 1hora e meia para a visita, se não se entreterem a ler tudo o que vos fornecerem). 

 De volta á rua continuamos o nosso caminho até ao próximo ponto pretendido ( Hosok Tér) a praça do Heróis, já é noite cerrada e são 6 da tarde quando a alcançamos.

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No meio encontra uma Estátua do Arcanjo Gabriel sobre uma coluna central suportada por sete guerreiros prontos a saltar ( os chefes das sete tribos Hungaras) em Hemiciclo sob as  colunatas encontra os Herois da Nação ( Os 14 reis mais importantes). Ladeando esta praça tem o Szépmuveszeti Muzeum  o museu de Belas Artes e do lado oposto o palácio das Artes (Mucsarnok) com exposições temporárias de arte contemporanea. 

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Daqui fazemos caminho a outro ponto que mais desejámos o dia todo, as piscinas municipais, passando pelo Vadjhunyad Vár, lago que durante o inverno faz as delicias dos patinadores ( lado direito) e de verão se pode andar de barco, do lado direito, durante o inverno faz as delicias dos patos da cidade, que aqui encontram as águas quentes que veem das termas. 

Será bom informar que nos encontramos neste momento em pleno parque da cidade (Városliget) local encantandor onde para alem de passear encontra também museu dos transportes ( Kizlekedési Muzeum), Magyar Foldatani Intézet ( Obra no estilo secessão para o instituto da Geologia), um Zoo, um Circo e um parque temático de 1878 com carroceis e montanhas russas. 

Mas de volta ao nosso itinerário chegamos finalmente ás Szechényi fürdo, as famosas piscinas municipais, aqui sim… aqui o invasor ibérico sente que é bem recebido, que mais pode um invasor desejar depois de gastar meia sola dos sapatos durante um dia frio doque uma piscina com água quentinha ( 28º a 36º)….ao AR LIVRE???? 

Széchenui Furdo

Sim é verdade, estas piscinas municipais são ao ar livre tendo uma para relaxar e conversar, uma para nadar, e outra com jacuzzis e correntes para se divertir, para além lógicamente da piscina interior. Nada existe de mais relaxante doque terminar um dia a relaxar em águas termais. 

 

NOTA MENTAL : Seja Verão ou Inverno, na sua bagagem deve incluir fato de banho e touca, se ainda tiver espaço coloque tambem uma toalha, mas nós utilizamos as locais e eram de boa qualidade e limpas.Szechényi fürdo  são segundo o meu caro James as melhores da cidade, são publicas, não são dispendiosas 2600 FL por pessoa ( se estiver até 2 horas ainda lhe devolvem parte do dinheiro) Penso que seja dispensável ocupar uma boa parte do dia em piscinas, guarde para o final do dia ( de preferencia de cada dia que aqui estiver, acredite, vai perceber o que digo no dia seguinte á sua primeira ida ás piscinas) . Existem variadissimas espalhadas pela cidade, estas estão abertas até ás 21h e são uma óptima forma de relaxar e preparar-se para o jantar. 

Széchenui  Furdo interiores

Daqui seguimos novamente em direcção á praça dos Herois e entramos na Dozsa Gyorgy Ut onde se encontra o restaurante Paprika, mas achámos que parecia mal irmos lá jantar dois dias seguidos, ainda pensámos nisso, mas estávamos descontraidos, relaxados e de baterias recarregadas, pelo que decidimos continuar. 

Descemos a Thokoly Ut, continuando pela Rákoczi Ut, até chegarmos á Kossuth L. Ut, isto estamos a falar de aproximadamente 1 hora a bater chinelo, sem nada para ver e muita fome… 

Finalmente encontramos um restaurante que não nos pareceu caro e com bom aspecto, numa transversal á Kossuth L. Ut, na Dob Ut, falamos do Arany Pince, restaurante bastante simples e simpático onde saboreámos um vinho tinto hungaro ( Bastante semelhante aos nossos alentejanos) um sopa de cebola, imperdivel, é bastante agradável e sem aquele sabor intenso a cebola ( Não se preocupem, um dia destes deixo-vos a receita para experimentarem), uns panados recheados com queijo e banana e outros com tomate e ananás, tudo bastante agradável e com uma modica quantia de 9000 Fl. 

Após o Jantar fomos para o Hotel que se encontrava a 10 minutos para o descanso mais que merecido dos invasores…

James, obrigado pelas correcções… mas sabes que Hungaro não é o meu forte…