Com a proximidade do 25 de Abril, não poderia deixar de fazer aqui uma referência ao assunto.

Oh Pá, o que é que vocês acham? Não se ponham para aí a tirar ilações sobre as minhas orientações politicas, tá bem pá?

Eh Pá, será que já perceberam a razão desta entrada, pá?

Pá, essa interjeição utilizada no pós 25 de Abril, como abreviação de “rapaz”, servindo para ambos os sexos e no singular ou plural.

Apresentada á comunicação social por Otelo Saraiva de Carvalho, teve uma difusão em larga escala nos circuitos mediáticos, principalmente conotados com o movimento da revolução, mas acabou por se tornar numa palavra proferida pela nata da nossa sociedade e até mesmo em algumas intervenções na assembleia da republica, pá!

Ó pá, esta pérola da língua portuguesa tem de ser obrigatória no novo acordo ortográfico pá, não podemos ser espezinhados pelos demais falantes da nossa língua, sem os obrigarmos a utilizarem a torto e a direito, para rapaz ou rapariga, no singular ou plural, tanto no inicio como no final das frases, pá!

Pá, o intuito do novo acordo ortográfico é a simplificação da língua, vamos então simplificar, acabemos com as Excelências, Altezas, Sô tores, Engenheiros, Arquitectos, e passemos a tratar todos por igual, todos por Pá, tenho ou não tenho razão pá?

Vamos acabar com as classes sociais pá, seremos todos unidos, todos iguais, pá.

A própria palavra expressa as raizes da língua Portuguesa, da força do P á claridade do Á.

Esta perfeição da evolução e simplificação da língua demonstra que somos todos iguais ( da mesma laia), ´do mesmo nível, por outro lado permite com elocução transmitir uma expressão imperativa – Ó pá, baza daqui que eu estou a ver se gamo aquele palhaço, pá.

Tudo depende do sentido da frase em que se insere, sendo assim mais um contributo e um exemplo do pretendido no Novo Acordo Ortográfico.

Recordo-me de um professor meu de História me contar que andou por Lisboa altura do 25 de Abril  a fazer entrevistas sobre o assunto para uma revista e  andou um ano a tentar perceber o quê ou quem era o “pá”.

A língua portuguesa tem sido abruptamente dividida e invadida por estrangeirismos como Blogs, Marketing, backups, catering, curriculuns, batons, bits, bytes, modems, jeans, hardwares, softwares, passwords, sites, stress entre tantos outros, já é tempo de nos lembramos de nós próprios pá!

Portanto pá, vamos revolucionar a nossa língua, lembrar que todos somos “Pá”, vamos ressuscitar Portugal, com a Revolução do Pá!!!

Sejamos adeptos do pró-porreirismo, pá!!

Já chega Pá, então até um dia destes, Pá!!!