9 :00 da manhã hora local – Fonyod, na terra dos Magiares (Magyarország ou para nós Hungria) bato á porta do apartamento de James, surpreso, ensonado abre e diz que ainda são 9 da manhã ( ah e tal… o pseudo Jet Leg enganou-me… acordei 1 hora antes do previsto), após um pequeno almoço dirigimonos até ás margens do Balaton onde observamos os pescadores e experimentamos a temperatura da água ( lamento, fria demais até para mim), o ceu encoberto não ajuda mas em dias de sol é sem duvida um local aprazivel para uns mergulhos e umas caminhadas na água, visto que aparentemente é possivel caminhar mais de 500 metros com água abaixo da linha do pescoço.

 

Balaton ( visto de Fonyod)

Aparentemente, apesar de se tratar de um lago e de ter uma profundidade média bastante baixa (3,2m) não deixa de ser bastante perigoso, não pelo fundo que é bastante liso (sem fundões) com areia fina e coberto por uma vegetação rasteira que  torna o caminhar bastante suave e sem surpresas, no entanto, quando ventos calmos os reinam numa bacia, um vento violento pode regeroutra. O obervatório de advertência do Serviço Meteorológico Nacional em Siófok trata dos avisos da tempestade para a área de Balaton e entre 1 maio e 30 setembro opera o sistema de alarme da tempestades. Se a velocidade do vento exceder 17 m/s (34 nós) imediatamente ou dentro de 1 – 2 horas, um aviso da tempestade do nível II é requisitado.,As luzes amarelas que indicam as circunstâncias meteorológicas são indicadas em 24 pontos ao longo da costa. Na aproximação de uma tempestade uma luz amarela que pisca 30 vezes por minuto indica o nível I de tempestade,  barcos e prática de desportos nauticos podem somente navegar dentro de uma zona de 500 m de largura fora da costa. Na ocorrência iminente de uma tempestade, uma luz amarela que pisca 60 vezes por minuto, indica um aviso da tempestade do nível II, onde a  proibição de navegação se aplica às embarcações pequenas da classe B sob a vela, assim como a prática de desportos nauticos. Em momento de tempestade, mesmo com água pela cintura a possibilidade de afogamento é bastante elevada, caso não seja suficientemente rápido os ventos conduzirão a embarcação para o meio do lago e eventualmente acabarão por o virar, sme que se tenha tempo para fugir á tempestade, para os banhistas, o caso é ainda mais complicado, dado que (pelo que me foi contado, não vi nenhum registo na net) os ventos levantam um  “spray” tão denso que se torna impossivel respirar, acabando por afogar o incauto com água pela cintura!

Mas de regresso ao nosso dia, dirigimo-nos para a garagem onde o “clássico” nos aguardava…

Um azul suave, brilhante, com algum pó como é óbvio, mas lá estava, essa reliquia produzida pela Sachsenring, o pequeno Trabant (” companheiro de viagem” em alemão), veiculo da antiga RDA, entre os anos 1957 e 1991.

Trabant

Exterior contruido em plástico não reciclável, caixa de velocidades “automática”, pegou á primeira, barulhento, desconfortável ( para engrenar a marcha-trás quase que se tem de arrancar o joelho!!), o pequeno Trabi, como carinhosamente o chamam lá avançou pelas estradas de Fonyod.

Curioso é ver o efeito de amor/ódio presentemente nos Hungaros quando a fumegar  passamos por eles, ou nos olham com desprezo ou com um leve sorriso por andarmos com um “animal” de pouco mais de 600 kg que lentamente se desloca mas que muito barulho faz…

Sem duvida o maior simbolo da antiga DDR, supostamente uma empresa Norte-Americana adquiriu os direitos e irá futuramente produzir um modelo inspirado nas suas linhas mas adeuquado ás exigências actuais.

eu e o trabi

Após o nosso entretenimento automobilitico, voltámos a estacionar na garagem, mas desta vez colocámos sobre tijolos, tarefa que me pareceu complicada

O Almoço decorreu na marina de Fonyod, e a tarde com um pequeno passeio, acabámos a noite com uma jogatana de Poker, no qual os “Invasores” foram despachados pelos Magyares de forma estrondosa…

“Amuados” fomos descansar com a ideia de nos fazermos á estrada na manhã seguinte…